Ti Lourenço de Oliveira

Novembro 5, 2016 por Terra Velhinha - Sem comentários

Publicada por Miguel Ouro» Terra Velhinha
10/10/16

Foto de Sebastião Arenque – Livro Reflexos de Memória

Miguel Ouro” Hoje estive com um amigo dos Casais de Baixo o senhor José Rocha da Associação e transmiti-lhe que os Casais de Baixo são uma das terras mais profícuas em matéria de recolha de cultura popular tradicional da nossa região. Foi lá que o sujeito do costume, o Mestre Arenque, alicerçou grande parte da sua investigação com uma recolha extensa de usanças e hábitos e de modas do povo cantadas e bailadas demonstradas na requinta por Alfredo Rebelo e cantadas pela sua esposa Margarida. No harmónio da foto o Ti Lourenço de Oliveira também antigo morador dos Casais de Baixo, tenho a sorte de já ter ouvido esses registos, praticamente todos escritos em livros pelo sujeito do costume. Disse ao José Rocha e porque a associação tem boa sala que eu podia tentar desinquietar a nossa malta da Terra Velhinha para a adaptar umas encenações de época que retratassem um pouco aquelas vivências. É falta de estar quieto com certeza, mas eu conheço o salão da associação dos Casais de Baixo e merece vida cultural. Eu olho para as salas das associações da região e vejo em todas elas um potencial de que não se fala. Não falo dos pavilhões que confesso que tenho um pouco de alergia, não é boa estratégia levar espectáculos culturais para pavilhões desportivos sem as devidas condições técnicas, e são difíceis de providenciar. Mas não vale a pena queixarmo-nos que não existe um auditório com condições melhores em Azambuja para espectáculos quando existem tantos espaços com condições razoáveis para o fazer. Quer dizer vale a pena falar nisso, mas é preciso ver que já existem muitos grupos e associações que já sabem dinamizar as salas e outras tantas há por dinamizar. Costumo dizer que; primeiro as dinâmicas depois as salas, até costumo dizer mais: em cima dum muro pode-se fazer um bom espectáculo, e eu já vi. A essas salas falta-lhes apenas um sistema de iluminação e som adaptável capaz e noutras basta mesmo a iluminação é o caso desta sala dos Casais de Baixo. Mas se não as houver também não faz mal o que interessa haver são pessoas a fazer, jovens sobretudo jovens a explorar novos horizontes culturais. Para dizer que primeiro as pessoas, depois alicerçar formação cultural e dinâmicas e lá mesmo no fim o betão e não é preciso erguer mais, basta aproveitar o que já existe. Eia onde é que eu já vou, aproveite-se o betão e aproveite-se esta imensa cultura identitária que os Casais de baixo emanou e que está patente , em parte ,nos repertórios musicais dos grupos de folclore da freguesia. Aproveitar o que existe já é fazer muito, mas às vezes o mais difícil é arranjar os dinamizadores, eles existem fazem à sua maneira e como podem é o caso do senhor José Rocha. Mas estas salas podem crescer valorizando-se técnica e culturalmente e estão espalhadas pela nossa região, falta apenas, nalguns casos reflorescerem.

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